Os empreendimentos do programa "Minha Casa, Minha Vida", principalmente aqueles destinados à baixa renda, devem priorizar a vida em comunidade e as questões de sustentabilidade. A sugestão foi dada pelo presidente do Sinduscon/RJ (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro), Roberto Kauffmann, no 81º Enic (Encontro Nacional a Indústria da Construção), realizado na última quarta-feira (2).
Para Kauffmann, as habitações devem ter uma proposta social. Segundo ele, as pessoas já estão conscientes de que a sustentabilidade é necessária e as empresas de construção civil, também. "Mesmo sem ser obrigatório, já estamos fazendo projetos e práticas sustentáveis", afirmou, de acordo com a Agência Brasil.
Impostos
Para tornar mais possível a construção de empreendimentos com propostas sociais, Kauffmann sugere que haja integração entre o setor privado e o Governo, a fim de orientar a população sobre essas questões.
Uma das formas de aplicar tais práticas é torná-las menos onerosas. Assim como o presidente do Sinduscon, outros representantes do setor de construção civil que compareceram ao encontro reivindicam redução de imposto para que medidas sustentáveis possam ser implantadas sem a necessidade de aumentos nos custos da obra.
"Quando se faz um empreendimento para captação de água de chuva ou quando se usa aquecimento solar, o Governo pode dar uma contribuição, reduzindo os impostos, para compensar um eventual aumento de custos", afirmou. "Isso faz parte da integração entre o setor privado e o Governo, com objetivo comum".
Práticas sustentáveis
O presidente do Sindicato ressaltou que as construções devem priorizar o aproveitamento de água da chuva e a exploração de fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar. Kauffmann afirma que tudo deve ser feito de modo a levar qualidade de vida às pessoas, incluindo o conforto. "Enfim, dar condições para as pessoas morarem".
Kauffmann sugere, ainda, que deve haver um controle maior sobre o consumo de energia e água pela população de modo geral. Para ele, o ideal seria que cada casa tivesse um medidor individual de água, para que as pessoas saibam o seu alto custo e passem a preservá-la.
Fonte: InfoMoney |